disortografia

A disortografia é um Transtorno Específico de Aprendizagem (TEAp) que afeta a escrita, principalmente em termos de gramática, ortografia e estrutura das frases.

Costuma ser percebida ainda na infância e pode impactar o desempenho escolar, a autoestima e até a vida profissional se não for acompanhada adequadamente.

Sinais de alerta da disortografia

A dificuldade na organização de frases e textos é uma das características mais evidentes. Confira alguns indícios de disortografia que podem ser percebidos já nos primeiros anos escolares:

Diagnóstico

O diagnóstico da disortografia deve ser feito por uma equipe multidisciplinar, formada por profissionais como psicopedagogo, fonoaudiólogo e psicólogo especializado em transtornos de aprendizagem, além do médico.

A avaliação envolve testes padronizados, análise do histórico escolar e familiar, observação comportamental e produção escrita da criança ou do adolescente. É comum que a disortografia apareça associada à dislexia, embora sejam condições diferentes.

Tratamento

O processo de tratamento da disortografia é individualizado e pode envolver diversas estratégias combinadas. Entre as principais abordagens estão:

Intervenção psicopedagógica

Voltada para o desenvolvimento de habilidades linguísticas, estruturando melhor a construção de frases, textos e o uso das regras gramaticais.

Fonoaudiologia

O fonoaudiólogo trabalha aspectos fonológicos, como a consciência dos sons das palavras, que ajudam na associação correta entre fonemas e grafemas.

Apoio psicológico

O psicólogo pode auxiliar na identificação de possíveis impactos emocionais, como baixa autoestima e frustração diante das dificuldades, e promover estratégias para lidar com esses sentimentos.

Tecnologias assistivas

Softwares de leitura e escrita, corretores ortográficos e aplicativos educativos podem ser incorporados ao cotidiano para facilitar o aprendizado.

Adaptações pedagógicas

Ajustes no ambiente escolar, como mais tempo para realizar atividades escritas, avaliações orais ou uso de recursos visuais, contribuem para a inclusão e o bom desempenho acadêmico.

Acompanhamento familiar

O envolvimento da família é fundamental para reforçar as práticas em casa, estimular a leitura, promover a escrita de forma positiva e apoiar emocionalmente o estudante.

É importante lembrar que o tratamento não busca “curar” a disortografia, mas desenvolver estratégias que ajudem o aluno a superar as barreiras impostas pelo transtorno e alcançar seu potencial.

Leia também: A importância da parceria entre família e escola no desenvolvimento de crianças e adolescentes com dificuldades e transtorno de aprendizagem

Boas práticas para amenizar os efeitos da disortografia

Algumas estratégias podem ajudar a lidar com essa situação:

Compreensão e adaptação fazem a diferença para estudantes com disortografia

Reconhecer os sinais da disortografia é essencial para garantir o acompanhamento adequado desde cedo e evitar impactos mais profundos no desenvolvimento acadêmico e emocional dos alunos.

Com uma abordagem integrada entre profissionais da saúde e da educação, apoio familiar e recursos pedagógicos adaptados, é possível promover avanços importantes na escrita e na autoestima da criança ou do adolescente.

Quando há uma compreensão sobre o transtorno e a adoção de práticas adequadas é possível construir um percurso de aprendizagem acolhedor e eficaz.

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